and I miss you, and I need you, I do.
Quando saber se esse é o sentimento verdadeiro? Ou que é essa a pessoa que tu deseja passar o resto da vida junto? Eu não sei, e acho que ninguém sabe. Deduzo, através das outras experiências que tive, que esse seja o sentimento, e que essa é a pessoa, apesar da minha pouca idade. O primeiro filme que vimos juntos esse ano, Crazy Stupid Love, tem uma cena onde o personagem principal diz: “Conheci o amor da minha vida aos 15 anos”. Logo me identifiquei, e sussurrei no ouvido dele com convicção: “Eu também.”
Com apenas 15 anos, me apaixonei perdidamente por um guri, da mesma idade cronológica que eu. Paixão adolescente, doentia, obcecada, infantil. Enfim, “namoramos” por seis meses. Fui a primeira namorada dele! Já eu, ligeira, não posso dizer o mesmo. Ele terminou comigo, óbvio, quem é que ia aturar uma mimada, louca, que te inferniza todos os dias? Ele veio com aquela história de tempo, sabe? “Vamos dar um tempo, quem sabe daqui um tempo”; sem dizer que ele nunca demonstrou nenhuma vontade de estar comigo, simplesmente estava.
Desabei. Chorei por umas duas semanas. Ainda por cima, no dia seguinte do término (3 de janeiro de 2009) fui assistir Twilight com uma amiga e o namorado. Não precisa dizer que morri chorando, né? O mais engraçado é que desde então sempre vejo os filmes da saga no cinema, mas não por amar o filme ou os atores, mas aflorar a dor de um jovem coração partido. Ok, num belo dia da segunda quinzena do mesmo mês, estava eu em casa quando outra amiga me convida para fazer companhia a ela na praia. Que dúvida, me atirei. Antes louqueando na praia do que chorando e fritando no calor na metrópole. E nesse “louquear”, louqueei até demais: descobri o mundo das festas eletrônicas, encontrei pessoas erradas, na hora errada, no local errado, no estado de espírito errado, tu-do errado. Ai, cagadas da adolescência!
Em 6 de fevereiro de 2009, reencontrei minha paixão, “ficamos”, e ele ainda não sabia das besteiras que eu tinha feito no mês anterior. Bom, quando descobriu, o que era pra ser um “tempo”, virou um “nunca mais”. Daí fodeu. Hahaha! Ao invés de parar por aí, fiz mais umas cagadinhas, jogando a merda toda no ventilador. Quanto cocô! E assim foi. Toda vez que nos víamos em algum lugar, era cara de nojo, fazer que não viu, provocar ciúmes. Até que numa dessas de provocar ciúmes, ele conheceu outra guria, muito melhor que eu (na minha opinião, na época), que ódio! Desde então só degringolei: não conheci uma alma que prestasse e que me quisesse bem, só oportunistas.
Conheci o karma da minha vida em um show no dia 28 de agosto de 2009. Show este em que a minha paixão estava acompanhada de sua mais nova pupila. Então fiquei o diabo que fez testar a minha autoconfiança, amor-próprio e paciência por 18 meses! O contrato reincidiu em fevereiro deste ano. Parecia mais uma carta de alforria.
Entrei na faculdade em março, ou seja, party hard! E mais cafagestes. Teve um que a decepção foi tão grande que daí chutei o balde: fodam-se, homens! Com este pensamento fui à festa de um amigo, no dia 27 de agosto de 2011. Muito faceira e boracha já, me deparo com o surgimento da paixão da minha adolescência na festa. Amoleci! Pensei “mas que merda mesmo, tchê!” e fiquei estatelada. Depois de uma hora fitando o rapaz, passei o óleo de peroba na cara e fui ao encontro dele. Pra minha surpresa: super receptivo, até demais! Conversa vai, conversa vem, smack! Daí não tem mais explicação. Como ele diz, foi inacreditável. Eu já tinha o visto algumas vezes – algumas = duas, uma em 2010 e uma em 2011, ambas no coletivo – e balançou muito: taquicardia, midríase, sudorese. Parecia MDMA. Mas o beijo… Que beijo, e que noite! “Foi a melhor namorada”, “Não te esqueci, não tinha como”… Apavorei-me. De novo não!
Mas o que eu senti, e o que eu sinto, é inexplicável. Claro que sentimos medo, muito medo, de nos magoarmos novamente. Mas será que não valia mesmo à pena arriscar depois daquela noite maravilhosa que passamos juntos? Enfim, arriscamos! Esclarecemos tudo, jogo limpo! Tem que ser sincero sempre. Em um mês, nos divertimos muito mais do que nos seis meses que passamos juntos em 2008. Rimos muito, conversamos muito, choramos muito, abraçamos muito. A cumplicidade, a “química” e a vontade de estar juntos é fora do normal! Ainda sinto o friozinho na barriga quando ligo, ou até quando somente penso em ligar; fico avoada por vezes durante os meus dias pensando nele; faço qualquer coisa para estar junto a ele; não penso mais em mim, penso em nós. Mas é diferente de paixão, sabe? Dá pra notar. Ele não me completa, ele se soma a mim. Antes de qualquer coisa, somos amigos, temos respeito, carinho, sinceridade, leveza, e acredito que muito amor pelo outro. Às vezes erramos, mais ainda somos humanos, não? Porém as discussões não alteram o que eu sinto; muito pelo contrário, são construtivas, sempre conseguimos juntos tirar algo de bom de cada experiência. As circunstâncias e a força que nos uniu me fazem pensar se é com ele que eu vou ficar. Não tenho dúvidas de que quero muito, e se for pra ser, vou ficar muito feliz! Caso contrário, desejo tudo de melhor pra ele, pela pessoa linda que é, humilde, honesto, companheiro, querido! Sinto-me merecedora de ter alguém assim do meu lado. Mas comecei amando a mim mesma. Queria que todos pudessem sentir um pouquinho de como eu tenho me sentido nos últimos dois meses.
Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
[…] O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
(Martha Medeiros)
Eu te amo muito, meu amor. Que seja eterno enquanto dure.